Livro IV · DIREITO DA FAMÍLIATítulo III · Da filiaçãoCapítulo II · Efeitos da filiaçãoSecção II · Responsabilidades ParentaisSubsecção IV · Exercício das responsabilidades parentais

Artigo 1904.ºMorte de um dos progenitores

Pertence ao Código Civil (DL n.º 47344/66, de 25 de Novembro)

Texto consolidado · última atualização a 11 de maio de 2026

Resumo em linguagem claraGerado por IA · revisto contra texto oficial

Este artigo estabelece o que acontece às responsabilidades parentais quando um dos pais falece. De forma simples: o progenitor que sobrevive assume automaticamente o exercício de todas as responsabilidades parentais sobre o filho. Isto significa que o progenitor vivo fica com o poder de decisão sobre educação, saúde, residência e outros aspectos da vida da criança. No entanto, o artigo prevê uma importante excepção: se o progenitor falecido deixou um testamento que designa um tutor para a criança, o tribunal deve considerar essa vontade expressa. Isto não significa que o tutor substitua automaticamente o progenitor sobrevivo, mas sim que o tribunal deve ponderar a intenção do falecido ao decidir se mantém o sobrevivo no exercício total das responsabilidades ou se permite que outra pessoa atue como tutor.

Quando se aplica — exemplos práticos

Morte de um progenitor sem testamento

Um casal com um filho de 8 anos divorciam-se. A mãe tem a guarda. Passados dois anos, o pai falece sem deixar testamento. A mãe automaticamente continua com o exercício de todas as responsabilidades parentais — decide sobre a escola, consultas médicas, autoriza viagens. Nenhum processo judicial é necessário para isto acontecer.

Morte com designação de tutor no testamento

Um pai viúvo com uma filha de 10 anos morre e deixa testamento indicando a avó materna como tutora. O tribunal não pode ignorar esta vontade, mas deve analisá-la. Se a mãe da criança (que sobrevive) concordar ou se for do interesse da filha, o tribunal pode confirmar a avó como tutora ou manter a mãe com as responsabilidades parentais.

Morte do progenitor custodial

Um pai tem a guarda exclusiva de dois filhos menores. O pai falece. A mãe, que tinha apenas direitos de contacto, assume automaticamente o exercício das responsabilidades parentais. A situação muda significativamente para as crianças, que agora passam a viver com a mãe e têm nela a autoridade parental.

Texto oficial

Ver no PGDL ↗
1 - Por morte de um dos progenitores, o exercício das responsabilidades parentais pertence ao sobrevivo. 2 - É aplicável, em caso de morte de um dos progenitores, o disposto no n.º 1 do artigo anterior, sem prejuízo de o tribunal dever ter em conta disposição testamentária do progenitor falecido, caso exista, que designe tutor para a criança.
58 palavras · ID 775A1904
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Como citar este artigo

Artigo 1904.º do Código Civil (DL n.º 47344/66, de 25 de Novembro). TogaAI — Legislação. Texto consolidado à data de 11 de maio de 2026. Disponível em: https://togai.pt/legislacao/codigo-civil/artigo-1904

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