Pertence ao Código Civil (DL n.º 47344/66, de 25 de Novembro)
Este artigo define quem tem legitimidade (direito de agir) para pedir ao tribunal a declaração legal de ausência de uma pessoa. Trata-se de uma proteção importante quando alguém desaparece sem dar notícias. O artigo identifica três grupos interessados: o cônjuge que ainda está casado com o ausente (desde que não haja separação judicial), os herdeiros presumíveis (filhos, pais, irmãos, conforme a lei) e qualquer pessoa que tenha direitos que dependam da morte do ausente, como beneficiários de seguros ou legados testamentários. Estes interessados podem requerer ao tribunal que declare oficialmente a ausência, o que permite resolver questões patrimoniais e familiares pendentes. O objetivo é evitar que vidas e bens fiquem num vazio jurídico indefinido, permitindo que os direitos dos interessados sejam protegidos e exercidos de forma legal.
Uma mulher desaparece há três anos sem contactar a família. O marido, ainda casado e não separado, pode requerer a justificação de ausência. Os filhos também têm legitimidade. Assim conseguem resolver questões hereditárias, aceder aos bens e, se necessário, dissolver o casamento legalmente.
Um homem desaparece e a sua mãe é beneficiária da apólice de seguro. A mãe tem legitimidade para pedir a declaração de ausência, pois o seu direito ao valor do seguro depende da morte comprovada do filho. Outras pessoas com direitos similares podem fazer o mesmo.
Um tio desaparece sem deixar testamento. O sobrinho, como herdeiro presumível, tem legitimidade para requerer a ausência oficial. Isto permite que a herança seja partilhada segundo a lei, em vez de ficar congelada indefinidamente à espera de notícias.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.