Pertence ao Código de Processo Civil (Lei n.º 41/2013, de 26 de Junho)
Este artigo define os motivos pelos quais se pode recorrer para revista, que é um recurso dirigido aos tribunais superiores. A revista permite questionar decisões de tribunais inferiores quando existem erros de direito, mas não quando se discorda simplesmente dos factos apurados pelo juiz. Os fundamentos válidos são: interpretação ou aplicação incorreta da lei material (direito civil, comercial, etc.), erros na aplicação das regras processuais, e violações de procedimento especificamente previstas na lei. O artigo deixa claro que o juiz de revista não pode reanalisar a avaliação que o juiz fez das provas ou a forma como determinou os factos do caso, a menos que a lei exija uma forma especial de prova para certos factos. Isto significa que a revista corrige erros jurídicos, não erros factuais.
Um contrato de venda de imóvel é interpretado de forma diferente pelos juízes de primeira instância e de apelação. Pode recorrer-se para revista argumentando que a lei substantiva (direito dos contratos) foi mal aplicada, porque existe um erro claro sobre o significado legal das cláusulas acordadas entre as partes.
Um tribunal não permitiu que uma testemunha importante fosse ouvida, violando regras de processo. Este erro processual pode ser objecto de revista, porque afecta direitos fundamentais da defesa, independentemente de como os factos foram depois avaliados.
O juiz decidiu que a parte perdeu porque não acreditou no seu testemunho. Normalmente não pode recorrer-se para revista por discordar desta apreciação. Mas se a lei exigisse prova escrita obrigatória para aquele tipo de facto, a revista era admissível por violação dessa exigência legal.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.